domingo, 8 de maio de 2011

E AÍ, EU ESTOU NA LUZ OU NAS TREVAS?

ESSA FOI A PERGUNTA QUE FIZEMOS HOJE NA LECTIO DIVINA (Serenata do CLJ – Capela do Santíssimo) – nós meditamos o Evangelho de São João – 6, 18-21 “Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado; por que não crê no nome do Filho único de Deus. Ora, este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más. Porquanto todo aquele que faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas aquele que pratica a verdade, vem para a luz. Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em Deus.”

AFINAL NO QUE TU CRÊS?

E O QUE TU PRATICAS DISSO QUE TU CRÊS?

Durante nossa meditação de hoje contemplamos o mundo, todo o vazio existencial das pessoas preocupadas somente com as coisas materiais, as doenças da vida cotidiana, uma vida plena de dispersão, de desenganos e frustrações e, logo depois, vislumbremos a eternidade junto a Deus no seu amor incondicional e agradeçamos a Ele por nos revelar todas as coisas para que nos preparemos para a sua vinda gloriosa.

Falamos também de quantas são as vezes que estamos perto da luz e somos puxados para baixo ou para o lado, somos levados a desvios que nos conduzem por caminhos escuros, tortuosos e que nos distanciam de Deus... e para quem já fez um encontro pessoal com Deus, esse distanciamento é dolorido... é frustrante, é uma sensação de fracasso e fraqueza ao mesmo tempo... mas como disse a Carol, devemos olhar para frente... olhar que há pessoas nos puxando na direção do Cristo, pessoas nos acenando qual é o caminho e essas pessoas devemos reconhecer e segui-las...

Falamos das nossas quedas, nossas provações, dos nossos momentos de angustia, eu próprio falei sobre o momento que tenho vivido ultimamente, quando então juntos nos comprometemos:

● A procurarmos viver mais unidos a Jesus, na leitura das palavras, na oração, nos Sacramentos e cuidando um do outro (sendo anjo e sirineu).

● Viver de modo a dar exemplo de Jesus no mundo (na escola, no trabalho...)

● Nos comprometemos com uma leitura que interiorize mais Jesus como caminho, verdade e vida para nós.

● A lembrarmos mais do exercício de dar e pedir perdão, não apenas rezar o Pai Nosso, mas praticá-lo todos os dias para nos mantermos em perfeita “comunhão” com Deus e com os irmãos.

Alguns jovens comentaram sobre as propostas do mundo que lhes diz: “Ah pega leve, não é tudo isso não, é só uma festa! O que é que tem de mal nisso?” Assim como a maioria das formas em que o mal e o pecado se apresentam no mundo, disfarçados de festividade; exaltação ao sexo, as drogas, aos prazeres do mundo mundano, envolvido num papel de presente inofensivo oferecido as crianças e jovens.

Caríssimos “Abram o olho!” para saber mais e entender o porquê dessas festas e destas práticas (ficar; beber; se mutilar...) realmente não convém aos cristãos que querem levar a sério sua fé e sua decisão pelas coisas de Deus. Para Deus não existe meio cristão, ou somos quentes ou frios, mornos seremos vomitados (Ap 3, 14).

Vamos dividir com nossos irmãos e amigos a carga, o problema, a sensação de falta de luz, juntos o nosso caminhar se torna mais suave e mais facial. Afinal! “Unidos estamos aqui, unidos queremos ficar...”

Perguntas para a meditação:

Diante de um texto tão importante, devo me perguntar:

● De que lado eu estou: o da luz ou o das trevas?

● Encontro-me na segurança do mundo mundano ou na segurança de Deus?

● Como ficar com Jesus e lutar contra as propostas das trevas?

● Faz parte da minha vida uma fé e um amor vivo como o de Jesus?

● Estamos vivendo unidos a Jesus (estando unidos a todos os nossos irmãos)?

● Faço exatamente aquilo que Ele me pediu e me ensinou ou interpreto suas escrituras e mandamentos conforme ou meu próprio interesse e julgamento?

● Que uso eu estou fazendo das redes sociais e dos meios modernos de comunição que nos são disponibilizados na atualidade?

● Que atitude preciso tomar hoje e que está perturbando meu coração, para que eu realmente fique em paz com Deus (totalmente na luz)?

Não basta dizer: “Senhor, Senhor, para entrar no Reino dos Céus” é preciso “SER COMO CRISTO”, buscar a santidade todos os dias...

Em frente ao Sacrário falamos também que Jesus é a luz do mundo. Uma luz resplendente que nos tira das trevas, que se abre em intensa claridade para que possamos ver com mais nitidez. É preciso, porém que nos abramos à luz, que não nos deixemos ficar enclausurados na penumbra da amargura, do rancor, da raiva, do ódio. Devemos fazer como naquela canção: "Abra bem as portas do seu coração e deixa a luz do céu entrar!"

Alguém comentou também que Jesus é realmente a luz no fim do túnel e se não cremos em suas palavras, já estamos condenados. Pois vejam o que disse Jesus: "Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus." Assim, vimos que "a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más." Nós também nos incluímos entre jovens que preferiram as trevas ao invés da luz? Estamos fazendo de Cristo luz da nossa caminhada? Nossas escolhas são feitas sob a orientação da luz ou das trevas?

Concluímos que quando o Amor de JESUS habita dentro do coração de uma pessoa, essa pessoa só consegue ser verdadeiramente Feliz se é capaz de fazer com que outras pessoas sejam felizes também e imitando Cristo em todas as suas ações. Portanto, se nesse momento alguém está sofrendo por um ato ou atitude nossa, Jesus jamais faria isso, sendo obrigação nossa reparar esse ato e voltarmos a vivermos em plenitude no amor de Deus. Somos uma família, um grupo, uma comunidade e quando um está doente, machucado, todo o grupo de alguma forma fica doente, machucado e sensível, motivo pelo qual devemos uns cuidar em sarar as feridas dos outros.

Pense nisso e tenha um feliz e abençoado dia!

Shalom!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

É HOJE, DEFINITIVAMENTE, EU NÃO ACORDEI MUITO BEM!

É estranho, eu hoje não acordei muito bem... Não sei por qual razão, se é a sobrecarga, se é o excesso de tarefas, se é só o cansaço físico, psicológico ou espiritual, realmente não sei... Rezei, mas minha oração pareceu fraca... Insisti e continuou parecendo fraca... Mas não desisti, continuei e terminei.

Me senti pesado, cansado,... com vontade de abandonar coisas, me afastar das pessoas, ir para o outro lado, me isolar, abandonar, sei lá, um misto de tudo um pouco...

Refleti, pensei, me calei... É, hoje, definitivamente, eu não acordei muito bem!

Mas aos poucos, fui olhando para o lado, olhei para mim... graças a Deus sem problemas físicos enquanto tantos lutam (principalmente com diabetes) para conservar um pé, uma perna, um braço, no hospital vejo crianças e pessoas de todas as idades lutando bravamente para se manterem vivas, presas a máquinas, tubos e fios, e eu cheio de vida sem saber bem o que tenho ou querendo justamente abandonar o que tenho.

Vi o catador que vive no lixo e do lixo... vi crianças de pés descalços... vi jovens tão jovens que ao mesmo tempo estão tão velhos, em função das opções que fizeram: bebidas, orgias, drogas, sexo, mundo mundano, profano, pagão,... Jovens que comprometeram suas vidas em apenas uma noitada, filhos não planejados, doenças incuráveis... Por quê? Porque certamente também buscavam algo que achavam que não tinham encontrado... Vi jovens que tinham saúde, mas optaram por mutilarem seus corpos, com pregos, brincos, tintas, anéis, numa tentativa desesperada de tentarem ser o que não são...

É hoje, definitivamente, eu não acordei muito bem! Senti-me insatisfeito com meus amigos, porque foram meus amigos e me disseram aquilo que eu precisava ouvir... Repreenderam-me, chamaram minha atenção, me pediram que me cuidasse, puxaram minhas orelhas...

Ouvi de jovens, lições que talvez não ouvisse de velhos adultos... e ouvi com muito carinho: “Tio, te cuida, preciso de ti, tu és muito importante para mim e se tu estiver triste não esquece que eu estou aqui!”

Sim, isso é fundamental... Saber que apesar dos pesares o outro está ali...

Que assim como eu preciso dele, ele precisa de mim, o movimento precisa de mim, a Igreja precisa de mim e Cristo precisa de mim...

Afinal temos uma missão, e a nossa missão é jamais abandonar aquilo que Deus nos pediu... É ele nos chamou pelo nome, individualmente, um a um, usou alguém, mas foi o próprio Cristo que nos visitou e nos disse: “fulano” tu me amas? Sim, Senhor tu sabes que te amo... e insistiu mais duas vezes e me pediu: “cuida da minha Igreja”; “cuida do teu amigo”; “do teu movimento”.

Sim, sei que vai ter dias que vou amanhecer assim, que não vou acordar muito bem, com essa dor no peito que eu não sei de onde vem, com essa amargura, essa tristeza, essa sensação de insatisfação, uma revolta interna mesmo que sem motivos, mas deve ser justamente nestes dias que eu devo insistir... Devo rezar, SUPERAR A TENTAÇÃO, não voltar atrás, NÃO DIZER SIM para AQUILO QUE JÁ DISSE NÃO e que me afasta de Deus...

Tenho de lembrar que minha vida se transformou a partir do momento que encontrei Deus, que Ele colocou em minha vida anjos e sirineus que fazem toda a diferença...

Sim, vi que o mal certamente tem tentado nos abater... Tem tentado nos calar... Tem tentado nos afastar das pessoas e de Deus, mas ele não pode vencer... Precisamos superar... “♪♪♪ Hoje eu quero voltar aos teus braços e encontrar o abraço que eu deixei pra trás ♪♪♪”

Após essa reflexão me senti injusto. Injusto com Deus, por tudo que ele tem me alcançado (família, amigos, saúde, trabalho, teto para morar, alimento... enquanto tantos nada disso tem). Me senti injusto com tantos que esperam por uma resposta e um ato meu, me senti injusto com aqueles que me pedem para mostrar o “ROSTO DE DEUS”, aqueles que esperam ver em mim um “REFLEXO DELE”.

Sim, uma mensagem na vida da gente faz muita diferença, a mensagem que recebi hoje depois que levantei dizia: “lembre-se do quanto és importante e indispensável na vida de tanta gente, se te sentir triste, lembra que eu estou aqui, caso tu precise de um abraço! Somos anjos uns para os outros, então não te esqueça, do tamanho do meu carinho por ti Tio. Que tu continue mostrando o Rosto de Deus a todos...”

Então, jovem líder cristão, não te envergonhes, diga hoje mesmo para todos aqueles que te são caros o quanto são importantes para ti, faça hoje, não deixe para amanhã... não olhe para as picuinhas, pequenas coisas, olha a transformação que o outro fez em tua vida... supera as dificuldades, cresce com as diferenças... e sejas feliz... não abandones tua felicidade por um momento de insatisfação ou tristeza... não te envergonhes, diga para o outro... me desculpa, entendas minhas chatices, hoje eu não estou muito bem, mas tens o meu compromisso de tentar melhorar... por favor me ajuda, não quero ser assim, preciso de ti...me ajuda a crescer contigo... não desiste, volta, me acompanha, caminha comigo!

Certamente, que a vida nos amadurece em todos os aspectos, todas as provações e sofrimentos, as quais temos que enfrentar, torna agente em pessoas melhores, mais leves, e mais sensíveis em relação a nós mesmos. E acredito, que estes sentimentos que tem andado comigo nestes dias, é Deus falando comigo, fazendo enxergar mesmo em meio às atribulações, um momento de puro aprendizado, crescimento e de purificação. Não é resignação, mas às vezes, devemos aceitar os problemas, e tentar compreende-los, não vejo outra forma de nos fortalecer, a não ser, aprendendo com o que nos causa os sofrimentos.

Nas escolas, nos cursos e nas universidades, é assim, enquanto não aprendermos uma lição, não passamos de ano, a vida, é claro, e em proporções bem maiores, não poderia ser diferente. Na verdade, a ideia de hoje, é meio complicada, mas devemos aprender a agradecer por tudo aquilo, que nos faz sofrer, pois a vida, pode parecer um carrasco para aqueles que se sentem vitimas de tudo, mas uma verdadeira academia formadores de campeões, para os moralmente mais fortes.

Então, se você assim como eu estiver passando por um momento assim, vamos voltar... não vamos deixar o pessimismo, o mal, as propostas do mundo nos abaterem, Deus é Pai e é maior do que qualquer sentimento ruim. Se hoje por algum motivo dissestes NÃO para um pedido de Deus, voltes atrás e diga SIM.

Somos perfeitos, e temos a obrigação de sermos felizes, e a despeito do que eu que possa estar enfrentando neste momento, e apesar de todas as dificuldades que ainda me aguardam lá na frente, tenho em minha consciência de que hoje, eu não acordei muito bem, mas não preciso ficar assim o dia todo... porque lá fora existem pessoas que gostam de mim, que precisam de mim e que juntos somos anjos uns dos outros....

Gostaria de agradecer a todos por serem os meus professores da vida, em especial a vocês jovens, pois são pessoas que colaboram com o meu crescimento, e desenvolvimento pessoal, sou muito grato a cada um de vocês.

Gostaria do fundo do meu coração de dizer a todos vocês, muito obrigado por existirem e compartilharem esta mesma vida comigo! Sintam-se um a um homenageados e agradecidos por serem meus anjos e sirineus e vamos juntos fazer aquilo que Deus nos propõe: EVANGELIZAR e não esqueçam PARA DEUS SIM SEMPRE e SEMPRE O MELHOR!

Um beijo no coração!

SHALOM!

terça-feira, 12 de abril de 2011

QUAL É TEMPO CERTO?



Carissimos na Bíblia Sagrada, Livro de Eclesiastes, Capítulo 3, encontramos que: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu... Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo o propósito e para toda a obra....”

Porém, o mais importante é que sempre é tempo de se fazer o bem, de agir diferente, de recomeçar, de ser feliz, de buscar o novo, de adquirir novos e bons costumes e abandonar os velhos vícios e hábitos, porque hoje é um novo dia e a graça de Deus nos impele a vivê-lo de maneira nova… “eis que faço nova todas as coisas…”

A cada manhã tu podes levantar e estabelecer o propósito de seres melhor do que ontem. De ser mais amigo, mais humano, mais cristão, mais justo, mais fraterno…

Por favor, dá uma revisada no teu viver e no teu existir. Olha os propósitos que estabeleceu para tua vida. Verificas teus sonhos, teus projetos. Verificas se estás sendo justo com teus pais, com teus amigos, com teus colegas de trabalho… Não insistamos em viver arrastando os fardos pesados e amargos, tornando a vida difícil e complicada… vamos deixar nossos fardos na Capela…

Ora, se precisamos perdoar, perdoemos, mas façamos isso hoje e se possível agora; se precisamos ajudar alguém, ajudemos e nao interessa a quem, ajudes agora… se precisas dizer a alguém que “O AMA”, “QUE É IMPORTANTE PARA TI”, diga hoje, porque amanhã talvez não tenhamos “tempo”…

Hoje é o dia de tu te libertares de todo negativismo e abrir-te para Deus, pois Ele pode mudar radicalmente a tua vida, tornar-te uma pessoa mais saudável e equilibrada.

“Eis que estou a porta e bato, se abrirdes entrarei e cearei contigo.” (Ap 3, 20)

• Alguma vez Jesus já bateu a tua porta?

• Jesus utilizando-se de um anjo ou de um sirineu já te fez algum convite?

• E qual foi a tua resposta?

• Dissestes o que?

Dissestes: “Não”, talvez amanhã ou não sei, não posso, nao tenho tempo, tenho medo… ou pior ainda, dissestes “sim” e depois que Ele te entregou muitos talentos, tu desistiu da missão que Ele te confiou (os enterrou)…

Ou dissestes a Ele: “Sim”! Eu quero e eu vou ser feliz, quero seguir-te “amado meu”…

Verificas se a partir deste momento tua vida não se transformou, não mudou completamente… verifica se Ele não te encheu de graças… verificas se Ele não foi te capacitando a cada “sim” e após cada convite, tu vais te tornando mais e mais feliz…

E hoje, Deus já te fez algum convite? Algum pedido?

Observe que hoje insistentemente Ele estára na porta do nosso coração, fazendo propostas, convites… mas sem forçar… nos dá total liberdade para aceitarmos ou não, fazermos aquilo que nos pede…

Já vimos que tudo é permitido, mas nem tudo é licito e convém… há tempo para tudo: para nascer, morrer, fazer sexo, rir, cantar, chorar… tudo na vida tem o seu tempo e o seu momento certo!

Mas lembre-se que sempre é tempo de se fazer o que Ele nos pede!

Se em algum momento você errou ou está errando, essa é a hora de acertar… de mudar, de seguir aquilo que Jesus ensinou…

Ele passou por esta vida fazendo o bem a todos indistintamente, e como Jesus devemos também agir. Deixemo-nos ao longo deste dia ser interpelados por esta pergunta de Cristo: “O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?” (Lc 6,9).

O dia para fazer o bem é hoje e a hora é agora. Não permitamos que o nosso coração se feche nem que a graça de Deus passe na nossa vida sem que tomemos posse dela…

Nunca voltes para o caminho que te afastas de Deus… Jesus nos diz que o caminho para seguí-lo é estreito, diferentemente daquele que o mundo nos propõe que é largo, cheio de falsas alegrias, falsas felicidades,… caminho que nos leva direto ao fogo do inferno…

Agora é tempo de ser justo, de observar a tua volta os anjos e os sirineus que Deus tem colocado para cumprir a sua missão… faça um minuto de meditação e verifiques se quando precisou eles não estavam lá, no mesmo lugar onde Jesus te apresentou… estes pode acontecer a tribulação que acontecer, jamais irão te abandonar… então cuidas e zela por eles…sejas também, um pouco anjo e sirineu deles, porque certamente precisam de ti para cumprirem a missão que Deus também lhes confiou.

Faça uma breve reflexão de seus atos certos e errados e estabeleça o propósito de à partir de então fazer o que é certo, corrigindo aquilo que está errado… mas não deixes para amanhã… O TEMPO CERTO DE FAZER O BEM E O QUE É CORRETO É AGORA! Portanto, rezas a Deus pedindo perdão pela tua fraqueza e estabeleces o propósito de mudar e não mais pecar:

“Meu Deus eu me arrependo de todo o coração de vos ter ofendido, porque sois bom e amável. Prometo, com a vossa graça não mais pecar.

Meu Jesus, misericórdia.”

Vamos rezar pedindo a Deus: Senhor, ensina-nos a agir como o Senhor age. Jesus, eu confio em Ti! Cuida de mim, de minha família, de meus amigos, de meus irmãos, fazei com que eu saiba reconhecer e cuidar dos meus anjos e sirineus e que eles também vejam um pouco de Ti em mim. Amém.

E AÍ, TU JOVEM LÍDER CRISTÃO – AGORA É TEMPO DE QUE?

quinta-feira, 31 de março de 2011

CASAMENTO TEMÁTICO – COMUNICAÇÃO – DIOCESE DE CAXIAS DO SUL

Como bispos, recebemos de muitos a manifestação, especialmente por e-mails, de sua perplexidade, desaprovação e preocupação com o que aconteceu na Igreja Matriz São Pedro de Garibaldi, no sábado passado, 12 de março de 2011, pela celebração dum casamento realizado em linguagem e estilo tirado do filme de desenho animado Shrek e Fiona.

No casamento realizado na Igreja, os noivos e os participantes estavam fantasiados no estilo daquele filme.

Para a celebração do sacramento do matrimônio, nós católicos temos ritos e linguagem adequados. Ritos litúrgicos, catequéticos e adequados às culturas e situações e fundamentados na fé e não inspirados na imaginação e na fantasia.

O estilo usado e as fantasias não corresponderam à nossa realidade, nem a santidade e seriedade desta celebração. Por isso, nós também desaprovamos, lastimamos o que aconteceu e compreendemos o mal estar e preocupações causadas.

Como muitos e-mails chegaram a nós via site da Mitra Diocesana, achamos oportuno responder também pelo mesmo canal de informação.

Depois de ter um encontro pessoal com o pároco, procuramos advertir, orientar e corrigir os responsáveis.

Que este acontecimento, como outros, que manifestam nossa fragilidade, nos relembrem que somos peregrinos, povo santo e pecador e sempre necessitados de conversão.

Para isso contemos sempre com o diálogo, a oração e a correção fraterna.

Caxias do Sul, 17 de março de 2011.

Paulo Moretto

Bispo Diocesano

+ Alessandro Ruffinoni

Bispo Coadjutor

segunda-feira, 28 de março de 2011

E AÍ: SEXO ANTES OU DEPOIS DE SE CASAR?

Essa foi à pergunta formulada ao nosso bispo (Dom Irineu Silvio Wilges) na última edição do Jornal O Formigão (17). No referido jornal Dom Irineu apresenta a visão da Igreja, baseada na visão da Bíblia que por sua vez é a visão de Deus. Na mesma edição também vem à posição de dois pastores evangélicos e de uma jovem evangélica que não se constrange em expor sua condição de “virgem”.

Devemos atentar que quando Deus faz suas orientações, em sua Palavra é para nosso bem e felicidade em qualquer aspecto de nossa vida. Assim como o pecado envolve a morte espiritual e nos distância de Deus, ele também acarreta em morte emocional, afetiva e até sexual. Não raramente atendemos pessoas que se envolveram em vários relacionamentos e se entregaram sexualmente a esses parceiros e hoje vivem as consequências dessas relações. A dúvida, a desconfiança, a insegurança, entre tantos outros fatores... Estes são sentimentos que tranquilamente vão envolver a vida daquele que posteriormente for optar pelo casamento e viver um “santo matrimônio”.
Não raras vezes ouço relatos de noivos arrependidos, relatos de tristezas e frustrações, pois optaram por ouvir uma sociedade pagã, secularizada e doente e não seguiram a orientação de Deus.

Arrependidos porque gostariam muito naquele momento realmente se entregarem para a pessoa com quem estão casando. Arrependidos por não terem se guardado para a pessoa com quem estão realmente “sacramentando” sua relação para o resto da vida, quando então deixarão de ser dois e passam a ser “uma só carne”, quando Deus “unifica”, ou seja, “une” e “fica”, esse é o momento, essa é a hora da entrega total.

Caríssimos jovens esperem a pessoa especial e o momento que o Deus estabeleceu para ti - o “sacramento”. Não te antecipes, pois tu não tens garantia que será essa a pessoa com quem tu estás hoje que tu irás “selar um pacto matrimonial”, uma “aliança” para a vida toda. Quem pede “prova de amor” é porque não te respeita e porque não é digno do teu amor. Literalmente sabemos que virgem é aquilo que não foi violado ou que mantém sua característica original.

Infelizmente, algumas pessoas formam uma imagem pejorativa ao associarem a condição de pureza de homens e mulheres na sua sexualidade. Mas não deem ouvidos a essa sociedade, os resultados estão aí, vemos e ouvimos todos os dias.

Temos que ter consciência de que a sexualidade do ser humano faz parte de suas instâncias mais profundas e está interligada a todas as dimensões: na física: o prazer carnal; no psíquico: bem-estar ou tensões durante e posteriores ao ato; e no espiritual: sentido de união e complemento com a outra pessoa.

Qualquer indivíduo, com ou sem virgindade, pode ser feliz sexualmente. Mas sem dúvida aqueles que permanecem firmes em seu princípio de pureza tem menos problemas a enfrentar, e menos frustrações a viver... Não esquecendo que se trata primeiro de um Mandamento Divino...

O segredo da felicidade é andarmos nos conselhos Divinos e não deixarmos os conceitos mundanos mudarem nosso estilo de vida. Nenhum Mandamento da Lei de Deus pode ser mudado ou abolido pelas leis dos homens.

Portanto, não deixe que o mundo te seduza com as filosofias modernas de relacionamento, existe sim, prazer na obediência e alegria na fidelidade. Vivemos uma mentalidade (impulsionada pela mídia, inclusive pelos sistemas de saúde e governos) que divulga pensamentos errôneos sobre a sexualidade, não levando em conta o humano no seu todo (físico – psíquico – espiritual).

Fala-se em fazer amor (para fazer amor Deus tem que estar presente) e Ele não está presente no pecado, portanto, fazer amor e fazer sexo é diferente.

Hoje se incentiva principalmente os jovens, à perda da virgindade e ao conhecimento do corpo pautado somente nas sensações prazerosas proporcionadas pelo ato sexual, sem considerar os outros planos que existem além do físico, que são o psíquico e o espiritual. Para isso estampam virgindade e castidade como algo retrógrado, insuportável e impossível de ser vivenciado. Levam a maioria a questionar e a ridicularizar quem se declara ainda preservado na sua intimidade e desviam a atenção dos benefícios contidos em se guardar até um compromisso definitivo.

Vocês não imaginam do quanto é bonito ouvir de um casal de noivos, no dia que estão contraindo o seu “matrimônio” que se preservaram castos até aquele momento que realmente se guardaram um para o outro.

Caríssimos, atuo na orientação espiritual de dezenas de jovens, com inúmeros noivos e com muitos casais e por tudo que ouço posso lhes assegurar tranquilamente: perder a virgindade, motivado puramente pela busca de sensações carnais, pode acarretar consequências negativas no campo psicológico, gerando pressões, culpas e medos, sentimentos que a pessoa ou o casal pode não estar preparado para administrar futuramente.

Como nos assegura Dom Irineu na sua entrevista: “a visão da Igreja está baseada na visão da Bíblia que por sua vez é a visão de Deus...”

Ainda que homens e mulheres estejam sujeitos, em todas as suas dimensões, às consequências da iniciação sexual, no caso da mulher, o rompimento do hímen causa uma marca física, tornando a primeira relação muito mais impactante em seu emocional do que para o homem. E, além disso, ela coloca sua intimidade física à disposição de um parceiro que, posteriormente, pode não mais querer compartilhar de sua vida, desvalorizando a entrega que ela lhe fez.

Observando um mandamento Divino temos que ter consciência de que somente dentro do matrimônio, gestado num namoro que trouxe a confiança na cumplicidade da pessoa ao lado, a vida sexual traz plenos benefícios para as três dimensões do ser (físico – espiritual – psicológico).

O amor e a amizade, impressos na alma durante a etapa de conhecimento, fornece aos namorados a segurança necessária para posteriormente haver a doação física. É a preparação do espírito, da mente e do físico, por isso Deus estabelece quando.

Cuide do seu ambiente de namoro. Evite ambientes e locais que pelos aspectos instintivos e hormonais possam forçar a nos fazer algo do que iremos nos arrepender futuramente. Evitem locais isolados. Evitem locais que banalizam as relações físicas e ambientes que só valorizam a sexo e a promiscuidade.

O namoro é bom. O namoro é necessário. Porém que ele seja “santo” como nos propõe a Palavra de Deus, não há necessidade de entrega completa durante esse período. Por meio dessa entrega, homem e mulher não estão privados do que é bom e prazeroso, somente devem aprender a respeitar o tempo e o propósito de tudo o que foi criado por Deus, enquanto aguardam estar prontos.

Caríssimos, Deus está em tudo que é bom no ser humano, mas não está no pecado... Não está onde Ele nos diz que não devemos ir!

Como vimos optar pela virgindade até o matrimônio é compensador, pois assim, vivencia-se o sentido corporal da pureza, é prova de amor a Deus e a quem se mostrou ser fidedigno de dividir o dom da sexualidade conosco.

A Bíblia também nos alerta: “Não lanceis aos cães as coisas santas, não atireis aos porcos as vossas pérolas” (Mateus 7,6).

Agora, se por outrora, fostes enganados pelos incentivos mundanos, rompestes com esse santo ideal proposto por Deus... Pratique a castidade a partir de agora e voltem a participar de todos os méritos da pureza e das virtudes que Deus nos propõe... Verifique onde e quando fraquejastes e refaça o caminho proposto pelo Pai. Estabeleça esse propósito a partir de agora, mesmo que teu namoro, tua relação por determinado tenha estado distante do que Deus te propôs...

Espere o momento especial que o Senhor tem para ti e viva, na época certa, toda a bênção no corpo, nos sentimentos e na alma. Não te envergonhes da tua condição de “virgem”, isso te faz diferente... TE FAZ ESPECIAL!

Lembre-se, reze e pratique o Pequeno Ato de Contrição: “Meu Deus eu me arrependo de todo o coração de vos ter ofendido, porque sois bom e amável. Prometo, com a vossa graça não mais pecar. Meu Jesus, misericórdia.”

E AÍ, TU JOVEM LÍDER CRISTÃO - O QUE PENSA SOBRE ISSO?

quinta-feira, 17 de março de 2011

VÍDEO HISTÓRIA CLJ DA PARÓQUIA SÃO JOSÉ - DIOCESE DE CACHOEIRA DO SUL


♪♪♪ Chegou a nossa vez de agir, ouça quem é jovem p'ra ouvir, união é fundamental pra mudar o mundo atual, JUVENTUDE está no coração, CHEGA DE ACOMODAÇÃO, eis a chance de fazer, se queremos melhor viver ♪♪♪

ONDE ESTÁ O MEU CORAÇÃO E QUAIS SÃO OS MEUS TESOUROS?

Trago-lhes uma proposta de meditação para a QUARESMA: “onde está o meu coração e quais são os meus tesouros”. Para mergulharmos na escuta da Palavra de Deus e assim buscarmos uma vida espiritual madura e cheia da presença d’Ele dando o verdadeiro sentido para nosso viver. Proponho-lhes nos aproximarmos dos textos da Liturgia Diária, por meio de um exercício mental, fazendo uma lista dos nossos bens.

Quais são os meus bens, atualmente? Um computador? Um carro? Uma casa? Um terreno? Um celular? Uma TV de LCD? Roupas, tênis ou boné de marca? Essas coisas são chamadas “bens de consumo”.

Além deles, devemos lembrar que existem outros bens: a família, os filhos, os amigos, os irmãos, etc.

Mas, também, além desses, existem os bens e os valores espirituais: Deus, a fé, a oração, a Sagrada Escritura, a paz, o amor, a solidariedade, a castidade, a fidelidade, etc.

Assim, quais são os meus bens atualmente?

Podemos também desdobrar essa pergunta numa outra: em torno do quê, ou qual bem gira o meu coração hoje (“ser” ou “ter”)?

Observe que BEM é um VALOR e o valor é aquilo pelo qual eu luto, me sacrifico, gasto minhas melhores energias.

Um exemplo atual: Um jovem cristão, se propõe ser especial e manter-se virgem até o matrimônio (Não pecar contra a castidade), hoje ele é visto por muitos da sociedade como ultrapassado, porém, presentes especiais são para pessoais especiais, devem segundo as escrituras serem guardados para momentos únicos e especiais (quando Deus “unifica” = une + fica). Assim, um jovem que com muito esforço consegue concretizar esse desejo é literalmente dono de um bem precioso que o faz especial e diferenciado perante uma sociedade promíscua e cheia de falsos valores. Quando me preservo, me guardo, sou proprietário de algo de alto valor. Deus não aceita e não nos permite relativismos (SIM, SIM ou NÃO, NÃO).

Resta saber se eu tenho lutado, me sacrificado e gasto minhas melhores energias por um bem real ou por um bem aparente. Se eu ando conforme as ondas e modas sociais ou se ando pelo caminho proposto por Deus. O evangelho quer saber se eu desejo e me esforço por alcançar as coisas do alto ou somente as coisas do mundo mundano.

Olhando para a lista dos nossos bens, nos lembramos das palavras de Jesus: “a vida de um homem não consiste na abundância de bens” (Lc 12,15). Nenhum bem material que possuímos ou que venhamos a possuir pode nos fazer completamente felizes ou preencher por completo o nosso vazio. Quando corremos atrás do vazio, nos tornamos pessoas vazias... amanhã vamos colher o fruto e a flor da semente plantada hoje.

Tu já sentiste esse vazio alguma vez? Quando “tinha” muito, mas ao mesmo tempo, uma sensação de que não “tinha” nada... Tu já sentiste esse vazio na ausência de Deus? Dos amigos verdadeiros? Dos amigos/irmãos? Sensação de estar no mundo mundano, mas que aquilo não te preenchia e a cada dia te sentia mais vazio, mais usado, mais objeto, em que até havia momentos de alegria, mas não te sentias feliz? Releia no blog do CLJ o texto: “ESSA TAL FELICIDADE!” (http://cljparoquiasaojose.blogspot.com/2010/08/essa-tal-felicidade.html)

♪♪♪Pois agora nós sabemos o rumo a seguir, o Cristo que é nosso ideal. É preciso que o mundo seja um pouco melhor. Porque nele eu vivi e por ele tu passaste, meu irmão... ♪♪♪

Hoje vos faço um convite para pararmos e vermos o que estamos fazendo com as nossas vidas... Com a vida de nossas famílias... Ver se estamos transformando o mundo e melhorando a vida de nossos amigos, nossos colegas, da nossa igreja...

Agora, chegou a nossa vez de “agir”...

Então, onde apostar nossa vida, para que ela realmente tenha um sentido? Como fugir da angústia de uma vida que vai passando como o fio no tear - para usar uma imagem da Escritura? (quase que sem sentido) com um vazio no coração...

Cristo nos indica o caminho: vestindo o nu; cuidando do doente; saciando ao que tem fome e sede; acolhendo ao peregrino... Dando e pedindo perdão; amando ao outro como Ele nos amou...

Na sociedade contemporânea, imediatista, dos individualismos é interessante observar como hoje se procura fazer a vida valer a pena... Preocupação com a estética, com a satisfação dos desejos do corpo... Preocupação em ser vip na sociedade, em ter prestígio e poder... em se esbaldar no divertimento, no sexo, nas drogas, nos esportes, nos eventos, no turismo...

Pois bem, a Palavra de Deus nos adverte de modo seco e solene: tudo passa, tudo é vaidade; não consiste nisso a vida de uma pessoa! Mesmo com tudo isso, seremos infelizes; com tudo isso, podemos danar para sempre nossa única existência.

Se eu comparecesse hoje perante Deus, seria reconhecido como alguém que passou a vida juntando tesouros para si mesmo (“meus celeiros”, “meu trigo”, “meus bens”, meu, meu, meu) ou como alguém que foi rico diante de Deus, porque teve a coragem de quebrar os ídolos do ter, poder e prazer e reconhecer que nenhum bem poderia ser encontrado fora de Deus (cf. Sl 16,6)? Alguém que fez como Jesus, que veio para servir e não para ser servido...

♪♪♪ Chegou a nossa vez de agir, ouça quem é jovem p'ra ouvir, união é fundamental pra mudar o mundo atual, JUVENTUDE está no coração, CHEGA DE ACOMODAÇÃO, eis a chance de fazer, se queremos melhor viver ♪♪♪

Como está minha vida hoje? Ela tem sentido? Tenho amigos/irmãos? Preocupo-me em transformar a vida de meu irmão que sofre? Respeito meu corpo (Templo do Espírito Santo)? Tenho Jesus Cristo como meu ídolo e ideal? Não te esqueças: que o dia é hoje e a hora é agora! Chegou a nossa vez de agir!

Pense nisso... Votos de uma feliz e abençoada semana...

Shalom!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Dom Edmilson, bispo emérito de Limoeiro do Norte-CE - RECUSA COMENDA DO CONGRESSO NACIONAL (Atitude Louvável)

Dom Edmilson, bispo emérito de Limoeiro do Norte-CE, na altura dos seus 86 anos, recusa profeticamente a comenda "Dom Helder Camara", a ele outorgada no dia 21 de dezembro passado. Segue o discurso de Dom Manuel Edmilson da Cruz, durante a outorga da Comenda de Direitos Humanos Dom Helder Camara, conferida pelo Senado Federal, no dia 21 de dezembro de 2010.

“A surpresa chegou aos meus ouvidos à noitinha, quinta-feira 16 de dezembro. Como o alvorecer da aurora e a vibração cantante de um bom-dia.
Mais que surpresa: era como se alguém de extraordinária generosidade tivesse enfocado uma libélula projetando a sua leveza e levando-a a atingir as proporções de uma águia ou de um condor.
Passa por esse crivo o meu cordial agradecimento ao senhor Senador Inácio Arruda, aos seus ilustres Pares que o apoiaram e a todo Congresso Nacional.
Pensei, em vista dos meus oitenta e seis anos, em receber essa honraria por meio de um representante. Mas Congresso Nacional merece respeito. Verdadeiro Congresso Nacional é sinal de verdadeira democracia.
A honrosa condecoração, porém, dos Pais da “Pátria”, (como diriam os Romanos “Patres Conscripti”), me faz refletir. Precatórios que se arrastam por décadas; aposentados, idosos com suas aposentadorias reduzidas; salários mínimos que crescem em ritmo de lesmas... depois de três meses de reivindicações e de greves, os condutores de ônibus do transporte coletivo urbano de Fortaleza, dos cerca de 26% de aumento pretendido, mal conseguiram e a duras penas, pouco mais de 6%, quer para a categoria, quer para o povo, principalmente os pobres da quinta maior cidade do nosso Brasil.
Pois é exatamente neste momento que o Congresso Nacional aprova o aumento de 61% dos honorários de seus Parlamentares que em poucos minutos chegam a essa decisão e ao efeito cascata resultante e o impõe ao povo brasileiro, o seu, o nosso povo. O povo brasileiro, hoje de concidadãos e concidadãs, ainda os considera Parlamentares? Graças ao bom Deus há exceções decerto em tudo isso. Mas excetuadas estas, a justiça, a verdade, o pundonor, a dignidade e a altivez do povo brasileiro já tem formado o seu conceito.

Quem assim procedeu não é Parlamentar. É para lamentar. Prova disto? Colha na Internet.
Bem verdade é que a realidade não é assim tão simples e a desproporção numérica, um dado inarredável. Já existe – e é de uma grandeza bem aventurada! – o SUS; o bolsa família. Aí estão trinta milhões de brasileiros, que da linha de pobreza, às vezes até da indigência, alcançaram a classe média. É verdade a atuação do Ministério da Saúde.
Existe o Ministério da Integração Nacional. É verdade! Mas não são raros os casos de pacientes que morreram de tanto esperar o tratamento de doença grave, por exemplo, de câncer, marcado para um e até para dois anos após a consulta. Maldita realidade desumana, desalmada! Ela já é em si uma maldição. E me faz proclamar em pleno Congresso Nacional, como já o fiz em Assembléia Estadual e em Câmara Municipal: Quem vota em político corrupto está votando na morte! Mesmo que ele paradoxalmente seja também uma pessoa muito boa, um grande homem.
Ainda não do porte de um Nelson Mandela que, ao ser empossado Presidente da República do seu país, reduziu em 50% o valor dos seus honorários.

Considerações finais: Senhores e Senhoras,

Sinto-me primeiro, perplexo; depois, decidido. A condecoração hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Helder Camara. Desfigura-a, porém. Sem ressentimentos e agindo por amor e por respeito a todos os Senhores a Senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la! Ela é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão, a cidadã contribuintes para o bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade do seu trabalho. É seu direito exigir justiça e eqüidade em se tratando de honorários e de salários. Se é seu direito e eu aceitar, estou procedendo contra os Direitos Humanos. Perderia todo o sentido este momento histórico. O aumento a ser ajustado deveria guardar sempre a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e da aposentadoria. Isto não acontece. O que acontece, repito, é um atentado contra os Direitos Humanos do nosso povo. A atitude que acabo de assumir, assumo-a com humildade. A todos suplico compreensão e a todos desejo a paz com os meus sinceros votos e uma oração por um abençoado e Feliz Natal e um próspero e Feliz Ano Novo!”

 
DEUS SEJA BENDITO PARA SEMPRE!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

DIÁCONOS SERVIDORES!

Por Dom Orani João Tempesta

No dia 10 de agosto celebramos a festa de São Lourenço, diácono e mártir e patrono dos diáconos. Viveu na época do Papa Sisto II, quando procurou servir os pobres com bens da comunidade de fé.

Sobre ele recordamos as palavras do Santo Padre, em sua homilia na Basílica que leva o nome do mártir, em Roma, em 30 de novembro de 2008: “sua vida foi dedicada aos pobres, e deu generoso serviço à Igreja de Roma, especialmente no cuidado dos pobres e da caridade!”

De São Lourenço recordamos o seu testemunho diante da pressão do imperador que queria para si os imaginados bens da Igreja: “a riqueza da Igreja são os pobres.”

Percorrendo o mês de agosto, mês das vocações, deparamo-nos com a Vocação Diaconal. Celebramos o Dia dos Padres no dia quatro de agosto, e o Dia dos Pais no segundo domingo do mês, quando começa a semana nacional da família. O diácono é uma vocação ministerial para o serviço.

Existem muitas razões de ordem pastoral para a implantação do diaconato permanente onde ainda não o foi. Poderíamos enumerar algumas: ampliação dos serviços da caridade e da liturgia junto ao povo fiel, principalmente nos grandes centros urbanos, tão carentes deste atendimento por parte da Igreja; a presença sacramental e ministerial da Igreja em muitas ambientes da vida secular onde ela não consegue chegar com facilidade. Afinal é um dos ministérios presentes na Igreja e que complementam a missão na diversidade de funções e necessidades.

Porém, gostaria de ressaltar o diácono como fonte do ministério do amor e da justiça. O diácono é ordenado para incorporar uma dimensão do ministério apostólico: o do serviço, como disse acima.

O próprio termo diaconia já por si expressa o ser diácono – o que serve, configurando-se ao Cristo Servo que “não veio para ser servido, mas para servir”. O diaconato expressa-se em três dimensões: o serviço da caridade, o serviço da liturgia e o serviço da Palavra de Deus.

E dentro da perspectiva do serviço, destaco o da caridade, o serviço junto aos pobres, à situação de pobreza. A Igreja espera dos diáconos uma resposta às necessidades dos menos favorecidos de nossa sociedade.

Recordo a carta da Congregação do Clero, assinada pelo Cardeal D. Claudio Hummes, emitida por ocasião do Ano Sacerdotal: “os diáconos são identificados, sobretudo, com a caridade. Os pobres são o seu ambiente cotidiano e o foco de sua atividade sem descanso. Não se compreenderia um Diácono que não se envolvesse na caridade e na solidariedade para com os pobres, que hoje de novo se multiplicam.”

O Diaconato é um ministério do limite, por causa da atenção e do cuidado com aqueles que estão na situação de miséria e de pobreza, os preferidos de Jesus, e que precisam de nossa atenção social e também espiritual.

O diácono é um sinal da caridade e do serviço, da Igreja que ama os pobres e vive para servir aos homens e as mulheres de boa vontade. O diácono é um servo que traça o caminho do amor e da afeição em relação ao dom maior da caridade.

Em seu empenho pela caridade, deve-se incluir a sua estreita colaboração ao bispo, que é o primeiro responsável pela caridade na Igreja local, e o diácono é chamado, pelo seu ministério, a ser um de seus mais próximos colaboradores nesta missão.

Em muitas dioceses, seja no Brasil ou no exterior, temos vários testemunhos de diáconos empenhados e que servem, principalmente, a mulheres vitimas de violência, a crianças maltratadas, doentes mentais, tóxico-dependentes, pessoas portadoras de HIV, sem teto, prisioneiros, refugiados, migrantes, populações de rua, desempregados e vítimas de discriminação racial ou étnica. Isso tudo, sem dúvida, é uma grande riqueza para a Igreja.

Outro tipo de pobreza para a qual o diácono é chamado a servir é a pobreza de ordem espiritual. É muito fácil encontrarmos pessoas que estão em extrema carência de atenção, que se encontram na solidão, na raiva, no ódio, na confusão espiritual, na depressão, e no sofrimento. Precisamos levar Jesus para essas pessoas, mantermo-nos junto delas, oferecendo o Seu amor.

Os diáconos podem muito se empenhar no ministério da escuta e do aconselhamento desses nossos irmãos. Sendo homens de fé, a serviço da Igreja, também estão inseridos no ambiente familiar, da cultura e do mundo do trabalho. Isso tudo lhes permite conhecimento de causa e, à luz do Evangelho, como servidor da Palavra, dar ânimo de vida e de esperança.

Neste dia dedicado aos Diáconos, peço por todos os nossos diáconos permanentes da Arquidiocese. Agradeço o serviço que prestam ao seu Bispo e ao Povo de Deus. O exemplo de perseverança e de fidelidade de seu patrono, São Lourenço, possa ser uma luz na caminhada ministerial dos Diáconos.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

LECTIO DIVINA (LEITURA ORANTE DA BÍBLIA)

Apresentamos um método para leitura orante da Bíblia (Lectio Divina), com o qual você poderá ler, meditar, rezar e contemplar o texto bíblico de modo que compreenda o que Deus disse para o povo na situação em que viviam e o que está querendo dizer para nós hoje.

1º. LECTIO (LEITURA): ler o texto várias vezes até criar uma maior familiaridade. Pronunciar bem as palavras. Entrar em contato com o texto utilizando-se de muita atenção, respeito, escuta... Sugerimos que essa leitura também seja criteriosa, evitando e até excluindo uma leitura fundamentalista. É preciso ver o texto dentro do seu contexto e origem.

A leitura responde a pergunta: O que diz o texto?

2º. MEDITATIO (MEDITAÇÃO): Esse passo é um convite para que atualizemos o texto e consigamos trazê-lo para dentro do horizonte da nossa vida e realidade. A meditação é um ótimo espaço para que se medite e reflita o que há de semelhante e diferente entre a situação do texto com o hoje. Depois, é importante resumir tudo o que foi ruminado numa frase. Essa frase o ajudará a recordar durante o dia o que foi meditado. É um prolongamento da meditação. Aos poucos vai havendo uma relação do que foi meditado com a vida de quem está meditando.

A meditação responde: O que diz o texto para mim, para nós?

3º. ORATIO (ORAÇÃO): Praticamente a oração está presente em todas as etapas. É importante que haja uma transparência no ato da oração e que o orante seja realista. Ele pode usar o momento tanto para louvor, ação de graças, súplica, pedido de perdão, rezar algum salmo, recitar preces já existentes. É importante que esse momento possa ajudá-lo na reflexão da frase escolhida.

A oração responde: O que o texto me faz dizer a Deus?

4º. CONTEMPLATIO/ACTIO (CONTEMPLAÇÃO/AÇÃO): depois de ler, meditar e orar o texto bíblico e sua realidade, chegou a hora de contemplar todo esse percorrido. "A contemplação nos ajuda a entender que Deus está presente na realidade". Pela contemplação é possível perceber a presença de Deus. E com isso somos convidados ao compromisso com a realidade.

E a contemplação/ação ajuda a responder: Estou pronto para nova missão?

Shalom!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Proteção à vida

Por Dom Dadeus Grings

Vivemos numa época em que os direitos humanos emergem e assumem hegemonia. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, pelas Nações Unidas, em 1948, é considerada uma das mais belas páginas escritas ao longo da história humana. Estabelece, no artigo 1, que “todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos”. A ciência, porém, mostra que a vida humana de uma pessoa não se inicia com o nascimento, mas com a concepção. É neste momento que se inicia sua trajetória pessoal. Como consequência, surge a patética batalha em favor da vida desde seu início até seu fim natural, com o direito de garantir a inviolabilidade da pessoa humana.
Antigamente o útero materno era o lugar mais seguro para o desenvolvimento da vida humana incipiente, ao abrigo das intempéries, assim como o lar constitui o melhor ambiente para a salvaguarda da infância. Com o decorrer dos tempos, porém, o útero materno tornou-se o ambiente mais vulnerável. Entram em jogo muitos interesses, que vão desde as ideologias até a economia. Quer-se, a todo custo, permissão para eliminar a vida ainda não nascida.
Para sufragar esta pretensão alega-se que a mulher tem direito a seu corpo. Podemos alargar este direito a casa. Também ela é inviolável. Defendemos a privacidade do lar, sem contudo compactuar com os abusos desumanos que ali acontecem. Ninguém tem o direito de invadir o lar alheio. Na verdade o ser humano não é indivíduo mais família. A individualidade é uma abstração, o que equivale a um isolamento do contexto da vida real. O ser humano se determina por suas circunstâncias.
Quando reconhecemos, com critérios científicos, que a vida humana se inicia na sua concepção, sentimo-nos compromissados com ela a partir daquele momento. Concedendo que a mulher, como todo homem, tem direito sobre seu corpo, colocamos a cláusula prévia: ao acolher uma vida humana no seu seio, seu dever é cuidar dela, não menos que uma família que acolhe uma criança em seu lar. Matar uma vida humana no útero materno é agredir a humanidade inteira. Ninguém é obrigado a acolher alguém em sua casa nem no útero, mas uma vez ali estando, cabe o cuidado e o carinho que a vida humana merece.
A tentação do aborto retrata uma luta entre a mulher e a mãe. Obviamente estamos do lado da mãe. Quando a mulher destrói o feto, por qualquer razão que possa alegar, ela está matando também a mãe. Quando, em vez disso, uma mãe decide acolher a criança que concebeu, não só não mata a mulher mas a eleva ao ponto mais alto de sua dignidade.
Lorraine Murray, quando feminista, professava o amor livre, posicionava-se a favor do amor casual contra o matrimônio e consequentemente a favor do aborto. Reconhece que o amor livre inevitavelmente leva ao aborto. Acreditava que o aborto não teria nenhuma consequência para a mulher. O direito de liberdade da mãe sobrepujaria o direito de um bebê à vida. Após ela mesma provocar o aborto, inicialmente julgou ter ficado apenas livre da gravidez indesejada. Mas logo se deu conta da ilusão. Seu instinto maternal e suas emoções femininas reagiram com veemência. Confessa que, só após seu regresso à prática da Igreja, percebeu o equívoco. Deu-se conta de que não poderia ser simultaneamente “pró-mulher” e “antibebê”. Descobriu então “ser a favor dos direitos da mulher de uma maneira sadia e bela”.
No simpósio sobre bioética realizado no XVI Congresso Eucarístico Nacional de Brasília, uma doutora defendeu a tese de que o aborto é questão de saúde pública. De fato, envolve sempre a morte de uma vida humana, no caso o feto, e uma grave agressão à saúde da mulher que jamais conseguirá superar plenamente seu impacto. Saúde é, pois, evitar este desastre.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Novas normas contra delitos graves, resposta eficaz da Igreja

Análise do porta-voz vaticano

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 19 de julho de 2010  – As novas Normae de gravioribus delictis aprovadas pela Santa Sé representam uma resposta eficaz e duradoura da Igreja aos delitos contra a fé, observa o porta-voz vaticano Pe. Federico Lombardi SJ.
O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé analisou os avanços alcançados com o novo documento pelo qual a Igreja responde aos desvios e delitos praticados contra os sacramentos da Eucaristia, da Penitência a da Ordem sacerdotal, incluindo os crimes de abuso e maus tratos contra menores por membros do clero.
“Com a publicação das novas normas para tratar e punir os crimes de abuso contra menores por membros do clero, a Igreja deu um passo significativo em relação à questão, com respostas duradouras e de impacto profundo”, explica Pe. Lombardi no último editorial do “Octava Dies”, publicação semanal do Centro Televisivo Vaticano.
“As leis, claras e bem divulgadas, constituem de fato uma orientação indispenável para qualquer grande comunidade, como é a Igreja católica, que deve observar, além das normas comuns autônomas, também aquelas dos muitos países onde vive”.
“Países nos quais, obviamente, as justas leis são respeitadas e postas em prática pelos homens da Igreja, como por quaisquer cidadãos, também no que se refere aos crimes de abuso”.
“Com as novas normas canônicas os procedimentos podem ser mais rápidos e eficazes, os tribunais eclesiásticos podem agora ser compostos por pessoal leigo competente com maior facilidade, o tempo para prescrição foi dobrado, e permanecem sempre possíveis exceções em casos de especial gravidade”, observa.
“Naturalmente, a lei é necessária, mas não é tudo. É necessário também empenho no âmbito educativo, de formação do clero e do pessoal que atua nas instituições ligadas à Igreja, ações preventivas e informativas, além do diálogo e acompanhamento pessoal das vítimas”.
“Da sua parte, a Congregação para a Doutrina da Fé continua a trabalhar para dar apoio aos episcopados ao formularem diretrizes locais coerentes e eficazes”, destaca.
“A nova lei é importantíssima, mas sabemos que nosso compromisso com um testemunho mais evangélico e puro deve ser de longo prazo”, conclui Pe. Lombardi.

terça-feira, 29 de junho de 2010

IGREJA CATÓLICA - CONCÍLIOS E SINÔDOS

A partir da segunda metade do século II os bispos adotaram o costume de reunir-se para deliberar em conjunto e tomar decisões em questões doutrinárias e da disciplina da Igreja. No século III esse costume generalizou-se em Capadócia, na África. No entanto, tratava-se de reuniões locais, que hoje chamaríamos antes de sínodos. A primeira reunião ecumênica ou universal, cumprindo melhor as condições de um concílio no sentido de hoje, foi somente o concílio de Nicéia (325).

Os primeiros concílios ecumênicos não devem ser imaginados como o grande Concílio de Trento ou o Vaticano II. Naquele tempo era outro o procedimento de convocação dos sínodos (que eram convocados pelo imperador), outra era a composição pessoal, outra a representatividade das províncias eclesiásticas (o Ocidente era representado apenas por alguns delegados), outra a autoridade (não havia grande preocupação com a aprovação do papa).

A partir de R. Belarmino (+1621) - a Igreja católica romana reconhece 21 concílios universais:

1) Concílio de Nicéia (325), convocado pelo imperador Constantino com o objetivo de condenar Ário. Proclamou que o Verbo é co-essencial ao Pai. Formulou a profissão de fé conhecida por Símbolo de Nicéia.

2) Concílio de Constantinopla (381), convocado pelo imperador Teodósio I, condenou o macedonismo, que negava a divindade do Espírito Santo. O papa Dâmaso nem foi convidado.

3) Concílio de Éfeso (431), convocado por Teodósio II, dirigido por S. Cirilo de Alexandria por autorização do papa Celestino I, condenou a Nestório, que questionava a correção teológica do título Theotokos, confirmou a doutrina da união hipostática.

4) Concílio de Calcedônia (451), convocado pelo imperador Marciano e confirmado pelo papa Leão I Magno, condenou o monofisismo (Eutiques).

5) Concílio de Constantinopla II (553), convocado pelo imperador Justiniano. Contrariando a opinião do papa Vigílio, condenou os chamados três capítulos, ou seja, os escritos de Teodoro de Mopsvesta, Teodoreto e Íbaso, suspeitos de nestorianismo.

6) Concílio de Constantinopla III (680), condenou o monotelismo e formulou a doutrina das duas vontades em Cristo; confirmado pelo papa Agato e Leão II.

7) Concílio de Nicéia II (786), contra os iconoclastas, confirmou a ortodoxia teológica do culto das imagens.

8) Concílio de Constantinopla IV (869-870), discutiu a questão do governo da sé patriarcal de Constantinopla, depôs a Fócio e condenou-o. Participaram do concílio apenas 103 bispos; a maioria permaneceu fiel a Fócio. A grande maioria do clero bizantino nunca reconheceu essa reunião como um concílio universal, mas apenas como uma humilhação da Igreja bizantina. Apesar de as decisões do concílio terem sido assinadas pelos delegados do papa (foi presidido pelo representante do imperador, não pelos legados), nem no Ocidente essa reunião era considerada como um concílio universal. Apareceu na lista dos concílios universais pela primeira vez apenas no século XI (período da reação ao cisma de Cerulário).

9) Concílio de Latrão I (1123), primeiro concílio ecumênico do Ocidente, com uma representação muito fraca do Oriente. Questão das investiduras.

10) Concílio de Latrão II (1139); questão dos símbolos, da usura e do celibato.

11) Concílio de Latrão III (1179) condenou os cátaros.

12) Concílio de Latrão IV (1215), o maior concílio da Idade Média, condenou os albigenses e regulamentou as questões da disciplina eclesiástica: dos sacramentos, do matrimônio, da anunciação do Evangelho

13) Concílio de Lyon I (1245), contra Frederico II; questões do poder temporal dos papas.

14) Concílio de Lyon II (1274), convocado pelo papa Gregório X, por iniciativa do imperador Miguel Paleólogo, empreeendeu uma tentativa de união da Igreja Ocidental com a Oriental, por motivos em boa parte políticos.

15) Concílio de Vienne (1311-1312), convocado pelo papa Clemente V, sob pressão de Filipe o Belo, para cassar a Ordem dos Templários.

16) Concílio de Constância (1414-1418), ocupou-se da questão da unificação do cristianismo, da reforma da Igreja, de Witklif, de Huss e do conflito entre os cavaleiros teutônicos e a Polônia.

17) Concílio de Florença (1439-1445), iniciou-se em Ferrara e terminou em Roma; abordou novamente a questão da união das Igrejas, publicou alguns documentos teológicos (Decreto aos Ormienses, Decreto aos Jacobitas). Com o Concílio de Florença esteve relacionada a União de Brest (1596).

18) Concílio de Latrão V (1512-1517), no tempo de Júlio II e Leão X, tinha por objetivo realizar uma reforma na Igreja. Não cumpriu a sua missão, o que demonstrou ser trágico alguns anos depois (pronunciamento de Lutero e divisão da Igreja Ocidental).

19) Concílio de Trento (1545-1563 - com interrupções), convocado por Paulo III, realizou a reforma da Igreja; proclamou uma série de decretos dogmáticos de grande significado eclesiástico (sobre a justificação, sobre os sacramentos). Desempenhou papel importante no concílio o cardeal polonês Estanislau Hozjusz.

20) Concílio Vaticano I (1869-1870), convocado por Pio IX, proclamou dois documentos dogmáticos: sobre a fé e o racionalismo e sobre a infalibilidade do papa.

21) Concílio Vaticano II (1962-1965), convocado por João XXIII, encerrado por Paulo VI, abordou a questão da reforma interna da Igreja e da adaptação das suas atividades às necesidades atuais (aggiornamento).

A valorização conferida pelo Concílio Vaticano II às Igrejas locais, ou dioceses, estimulou os bispos ordinários a realizar sínodos diocesanos, cuja graduação cresce proporcionamente ao aumento do significado das Igrejas locais. O teólogo terá que dar maior atenção aos documentos sinodais, principalmente porque eles encerram um rico material teológico. Preparados não apenas pelos mais próximos colaboradores do bispo, mas igualmente por um círculo mais amplo do clero inferior, juntamente com os religiosos e as religiosas, bem como com a significativa participação do laicato, tornam-se um reflexo interessante da consciência da fé e da sensibilidade moral da Igreja local, que é autêntica Igreja, e não apenas uma parcela sua. Por isso incluiremos os textos elaborados e aceitos pelos sínodos entre os loci theologici de peso.

À pergunta sobre a graduação tológica das decisões dos concílios universais deve-se responder que as verdades do âmbito da fé e dos costumes, apresentadas pelo concílios universais de forma direta e explícita como verdades reveladas por Deus e que devem ser aceitas como tais se quisermos permanecer na comunidade da Igreja, possuem o caráter de dogmas da fé.

Naturalmente nem todos os textos conciliares possuem o caráter de dogmas. Pode ser reconhecido como dogmatizante apenas aquilo que o próprio concílio quis que fosse dogmatizante. Em princípio isso ocorre em relação aos temas teológicos para os quais o concílio se reuniu, que distingue a fórmula dogmática dessa maneira, a fim de excluir dúvidas quanto a isso.

Nos documentos conciliares, a par da exposição básica da fé e da moral (na medida em que ela de fato ocorra durante os debates), são abordadas muitas vezes questões acessórias, relacionadas mais de longe com a fé e a moral, por exemplo problemas políticos, organizacionais, disciplinares, etc. Em questões desse tipo as decisões conciliares não devem ser consideradas como dogmáticas.

Nos documentos conciliares do tipo estritamente teológico, isto é, que estabelecem a posição da Igreja em questões de fé e de costumes, não possuem caráter de dogma todos os tipos de introdução, conclusão, argumentação, maneiras de aplicar os textos bíblicos nessa argumentação, alusões históricas, etc. O carisma da infalibilidade não se estende às partes e trechos do texto conciliar. Devemos colocar a questão dessa forma cuidadosa se quisermos levar em conta seriamente as experiências da história.

A maioria dos concílios da Idade Média ocupava-se com questões práticas, como o combate à usura, a organização de cruzadas, a instituição do celibato do clero, e também a luta pelo poder... Por isso, em geral as decisões por eles deixadas não entram no âmbito do ensinamento maximamente autorizado e infalível, ainda que tenham abordado questões de certa forma relacionadas com os costumes.

Discute-se a graduação dos textos dos concílios da união: de Lyon II (1274) e de Ferrara-Florença-Roma, chamado sucintamente de Concílio de Florença (1439-1445). Ambos deixaram uma coleção relativamente rica de textos doutinários, nos quais definiram a sua posição em questões que distinguem a Igreja católica romana da orotodoxa, sobretudo as questões do purgatório, do Filioque, dos sacramentos e da primazia. Esses textos não devem ser considerados como dogmatizantes, visto que: 1) ambos os mencionados concílios não se reuniram para definir a doutrina da Igreja quanto a esse objeto, mas para realizar a união por importantes razões políticas; foi também com esse objetivo prático que formularam a doutrina; 2) alguns trechos desses textos repetem nitidamente as teses da teologia de então, que somente após o Concílio de Trento foram elevados à graduação de dogmas (algumas teses da sacramentologia).

Os documentos do Vaticanum II não devem ser considerados como dogmatizantes, visto que os padres do concílio fizeram a clara restrição de que não queriam proclamar novos dogmas. Diante disso não se deve argumentar: "através dos padres conciliares pronunciou-se a doutrina universal da Igreja, e por isso o que eles disseram deve ser aceito como dogma do ensinamento universal". Mesmo que de fato tenham constituído uma espécie de representação da consciência eclesiástica da fé, é preciso levar em conta sobretudo a vontade deles de não definir, e reconhecer isso como critério decisivo.

A história dos dogmas manda constatar que a graduação (significado, força obrigatória) de um documento conciliar é definida também pela sua aceitação na Igreja, chamada recepção. É preciso indagar se, e em que medida, um determinado documento foi praticamente aceito na Igreja como expressão de ensinamento solene, ou apenas comum. A recepção da Igreja insere no sistema circulatório da Igreja, e a sua falta elimina algumas doutrinas do ritmo da sua vida; Além disso, até as grandes reuniões dos bispos são nobilitadas à graduação de concílios; por exemplo o sínodo de Constantinopla (869-870) foi incluído no catálogo dos concílios universais apenas dois séculos mais tarde, e a doutrina do sínodo de Orange (529) sobre a graça é avaliada na Igreja como se fosse a doutrina de um concílio.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

SANTA SÉ - Cardeal Herranz: sentença contra Crucifixo é expressão de “fundamentalismo laicista”

Purpurado pede respeito à Declaração Universal dos Direitos Humanos

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 24 de junho de 2010 (ZENIT.org) – A sentença do Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH) que proíbe a exposição do crucifixo nas salas de aula italianas é expressão de um “fundamentalismo laicista”, segundo as palavras do cardeal Julián Herranz Casado, presidente emérito do Conselho Pontifício para os Textos Legislativos.

O purpurado interveio na última terça-feira na mesa-redonda realizada em Roma por iniciativa da presidência do Conselho de Ministros do Governo Italiano, responsável pelo recurso apresentado junto à Corte de Estrasburgo, que se pronunciará a respeito em 30 de junho próximo.

O “fundamentalismo laicista”, explicou o cardeal espanhol, “ao afastar-se da concepção correta de ‘laicidade’, pretende relegar a fé cristã e o fenômeno religioso em geral ao âmbito privado da consciência pessoal, excluindo qualquer símbolo religioso ou manifestação exterior de fé da esfera pública e das instituições civis”.

O purpurado analisou as motivações desta visão equivocada do princípio da laicidade que estariam por trás desta sentença, segundo a qual a exposição do crucifixo nas escolas constituiria uma pressão moral sobre os alunos em formação e uma agressão à sua liberdade de aderir ou não a uma religião qualquer.

Em primeiro lugar, explicou o cardeal Herranz Casado na reunião, “tal sentença não encontra fundamentação, uma vez que a simples exposição do crucifixo não pode ter caráter discriminatório nem ferir a liberdade religiosa de alunos não cristãos, e ainda desrespeita os direitos dos alunos cristãos das escolas italianas no que se refere ao artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos”.

“Esta, de fato, garante o direito à liberdade religiosa, a qual inclui a liberdade de manifestar, seja individualmente ou em grupo, seja publicamente ou em particular, a própria religião”, lembrou o cardeal.

Em segundo lugar, indicou que “a sentença não ponderou suficientemente que a ‘laicidade’ representa, em si, um princípio constitutivo dos Estados democráticos, mas são estes que determinam, nos casos particulares, suas formas concretas de atuação, à luz das circunstâncias e tradições locais”.

“Não se trata de um princípio ideológico a ser imposto à sociedade violentando as tradições, sentimentos e crenças religiosas de seus cidadãos”, assinalou.

Para o cardeal Herranz, “também o conceito de ‘neutralidade’ religiosa segundo a sentença da Corte de Estrasburgo é interpretado no sentido ideológico de um relativismo agnóstico (...). A neutralidade do Estado significa apenas que nenhuma religião terá caráter estatal, mas não que o Estado deva ser ‘anticonfessional’”.

“Tal postura de rejeição da religião faria do ateísmo uma espécie de ideologia ou religião oficial do Estado”, acrescentou.

O purpurado ressaltou que “a experiência já demonstrou” que proibições do gênero – como a aprovada na França em 2004, “não favorece a integração”, e citou um artigo publicado no Herald Tribune em 2008 segundo o qual, na França, um número crescente de famílias muçulmanas optava por matricular seus filhos em escolas católicas.

O cardeal concluiu pedindo às instituições da União Europeia que defendam estes direitos garantidos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.

domingo, 13 de junho de 2010

O LIVRO DA CAPA PRETA

A Sabedoria Divina está acima da Inteligência Humana!
Um senhor de 70 anos viajava de trem, tendo ao seu lado um jovem universitário, que lia o seu livro de ciências.
O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia e estava aberta no livro de São Marcos.
Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:
- O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?
- Sim, mas não é um livro de crendices.
- É a Palavra de Deus.
- Estou errado?
Respondeu o jovem:
-Mas é claro que está ! Creio que o senhor deveria estudar a Historia Universal.
-Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda creem que Deus tenha criado o mundo em seis dias.
O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.
-É mesmo?
-Disse o senhor. E o que pensam e dizem os nossos Cientistas sobre a Bíblia?
-Bem, respondeu o universitário, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência .
O velho então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó e deu o seu cartão ao universitário.
Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo sentindo-se pior que uma ameba.
No cartão estava escrito:
Professor Doutor: Louis Pasteur
Diretor Geral do Instituto De Pesquisas Cientificas da Universidade Nacional da França
“Um pouco de ciências nos afasta de Deus.Muito…, nos aproxima !
Fato verdadeiro, integrante da biografia ocorrido em 1892.
A questão de fé e ciência:
“Quaisquer que sejam as descobertas das ciências naturais, elas nunca contradirão a fé, já que no final das contas a verdade é uma só”.
Com esse conceito, o Papa Bento XVI reafirma o princípio já enunciado pelo Concílio Vaticano I (1869-1870):
“As verdades da fé e as verdades da ciência não podem nunca se contradizer ”
Ou, explicitando melhor, podemos dizer:
“As verdades verdadeiras da fé e as verdades verdadeiras da ciência nunca se contradizem”.
(Autor desconhecido)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Cuidado! Com os excessos nas novenas, rosários e cultos

Texto de Pe. Zezinho, scj

Números podem ajudar e podem nos desviar da fé. Praticar sete, treze, nove ou três são práticas pedagógicas, mas não podem ser vistas de maneira cabal e absoluta. Seria triste um católico ensinar que se alguém não orar exatamente 50 vezes as Ave Marias de uma parte do rosário não receberá a graça que pede. Seria trágico ensinar que a cada sete velas virtuais que um católico apaga na internet, ele se livra de sete maldições. Isso é superstição. Não tem nada a ver com cristianismo. Entrou como impureza e ganga bruta no meio do ouro da catequese! Se o padre ensina isso, seja corrigido por algum colega que estudou mais do que ele!

No passado remoto atribuía-se excessiva importância números. Ainda hoje algumas correntes de fé fazem uso do número na prática da fé. Cinco Pai Nossos, 50 Ave Marias, 5 Glória ao Pai ; 7 dias de jejum libertador, 3 dias ,7 dias , 9 dias , 13 dias , 40 dias passam a ter significados excessivamente vinculantes. Acabam escravizando. Seria como dizer que um livro não ensina porque o aluno não leu cinco das suas páginas...Ele pode ter perdido aqueles ensinamentos, mas aprendeu!

Correntes, novenas, tríduos, são propostas pedagógicas que se baseiam

na repetição. Condenar pura e simplesmente essa prática é ignorar o quanto para o povo a repetição faz sentido. Mas repetir sem catequese é charlatanismo. Passa a impressão de que Deus ouve pelo muito falar ou pelo muito repetir, pratica doutrina coisa que Jesus já condenou. Jesus deixa claro que não é por aí que se chega ao Pai

E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. (Mt 6: 7)

Ele prefere coisas mais objetivas e menos sensacionais.

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas. (Mt 23, 23)

E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. (Mateus 6, 5)

Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. (Mateus 6, 6)

Alguns pregadores esqueceram esta essencialidade da fé e partiram para a exigência dos números que escravizam. O povo tem necessidade de orar junto e as igrejas dependem de cultos. Uma igreja sem culto morreria em poucos meses. Mas o que caracteriza uma igreja é sua doutrina e seu jeito de adorar a Deus. O culto oficial é, portanto algo fundamental numa igreja.

Além do culto oficial há as devoções que não são obrigatórias, mas que ajudam os fiéis. Ninguém é obrigado a rezar nem as 200 Ave Marias que formam o terço do rosário de preces que um piedoso pregador difundiu homenageando a participação de Maria no seu papel de primeira cristã e seguidora de Jesus. O fiel medita com Maria. Mas é apenas devoção particular ou de algum grupo. A Igreja a recomenda, mas não a exige. Também não é permitido exagerar as virtudes do rosário, como alguns católicos fazem. Maravilhoso é uma coisa; milagroso é outra.

Alguns irmãos na televisão assam a impressão de que tais preces são instrumentos infalíveis. Rezou daquele jeito, conseguiu! A doutrina católica não autoriza isso. Por mais que alguém goste do rosário, há formas de oração mais importantes para a Igreja. E quem se magoa com essa afirmação mostra o quanto esta precisando ler melhor a sua Bíblia e o Catecismo Católico.

www.padrezezinhoscj.com

quarta-feira, 12 de maio de 2010

NÃO A LIBERALIZAÇÃO DA MACONHA...

NÃO A LIBERALIZAÇÃO DA MACONHA...
Informo que durante o I Simpósio Sul-Americano de Políticas Sobre Drogas: "Crack e Cenários Urbanos", realizado de 06 a 08 mai 2010, em Belo Horizonte, MG, reuniu-se extraordinariamente 15 (quinze) dos 23 Conselhos Estaduais de Políticas Sobre Drogas, no Forum Nacional de Conselhos Estaduais de Políticas Sobre Drogas do Brasil, havendo a manifestação daquele colegiado, com as seguintes considerações:

1. A lei 11.343/2006, já contempla o uso terapêutico de substâncias psicoativas lícitas, sob prescrição médica;

2. O vegetal "cannabis sativa", tema do debate, dignificado por aquele certame, apresentou no passado aplicabilidade médica, já desprezada, em virtude de já haver produção sintetizada de seu princípio ativo, mais eficaz e com menor efeito colateral, que possa conduzir a uso indevido, logo desnecessária sua aplicabilidade médica às necessidades humanas;

3. No cenário Sul-americano, tal vegetal é objeto causador de desarmonia social, através dos crimes conexos a sua produção e comércio, fomentador do aumento de violência e criminalidade, bem como ao dano intangível à saúde pública;

4. O evento apresenta de forma "criativa" um interesse de mercado, se legalizada, atendendo a "demanda reprimida por ser ilícita". Logo a quem interessa tal mercado?:

*Grandes Empresas (Vetoras de risco à saúde), e

*de outra banda os investidores "Narcotraficantes";

5. Tal substância, se legalizada, se constituirá em fator de risco ainda maior à saúde humana, pois segundo dados científicos, apresentados pelo Médico Doutor, José Manoel Bertolote, durante o I Simpósio Sul-Americano de Políticas Sobre Drogas: "Crack e Cenários Urbanos", realizado de 06 a 08 mai 2010, em Belo Horizonte, MG, a acessibilidade das drogas lícitas às tornam prevalentes ao uso e abuso de qualquer outra droga, logo sustenta, haveria o aumento de consumo legal do vegetal pretendido.

6. Diante deste cenário me dirijo a vossa Instituição, informando que o Forum Nacional de Conselhos Estaduais de Políticas Públicas Sobre Drogas, defende de forma cabal a proibição da produção e comércio da cannabis sativa, por causar dano social intangível, já haver produto sintético similar mais eficaz, aplicado ao uso medicinal, havendo sublinarmente a intenção de legalização, fomentadora do desvio de uso.

7. Logo solicitamos a divulgação a suas redes de relacionamento e mobilização, com o objetivo de defesa aos interesses pela preservação da vida de nossa e futuras gerações.

8. Neste momento eleitoral e de copa mundial de futebol, não nos entorpeçamos, necessitamos de atitudes sóbrias, que defendam os interesses do coletivo maior. Os usuários e dependentes de drogas necessitam de maior atenção, mas não conivência ao ilícito.

Att, Maj QOEM Edison Tabajara Rangel Cardoso - Presidente do Conselho Estadual de Entorpecentes do RS - conen@saude.rs.gov.br
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Encaminho a V.Sª, os sitios com endereços relacionados ao Simpósio Internacional: "Por Uma Agência Brasileira cannabis Medicinal", a ser realizado nos dias 17 e 18 de maio de 2010 em São Paulo, com apoio de diversas Instituições de Ensino e pesquisa, com a participação da SENAD:


1. www.cebrid.epm.br;
2. www.cannabismedicinal.org.br;
3. www.revistavigor.com.br/2010/05/06/cannabis-medicinal-simposio-na-unifesp;
4. www.growroom.net/board/index.php?showtopic=33790;
5. http://stickers.growroom.net