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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

NÃO CONSIGO UM (A) NAMORADO (A)!


(Extrato do artigo do Professor/Doutor Felipe Aquino – Mais de 60 livros publicados)
Muitas são as perguntas: Com quem namorar? O namorado do meu sonho pode ser o namorado que tenho? Quando namorar? Como namorar? Ficar e namorar? Devo continuar meu namoro? Por que não arrumo namorado? Quando se casar?
Não tenha pressa! Lembre-se que Deus escolheu uma pessoa especial para você. Aguarde o tempo certo e não queime etapas, tenha muita fé e a certeza de que serás feliz. Se cuide, se preserve, se guarde para o momento e para a pessoa que Deus escolheu para você.
O namoro é uma fase bela da vida, na qual duas almas se encontram com o desejo de realizar o anseio profundo de um dia viverem um para o outro, gerar os filhos e serem felizes. É um anseio que Deus colocou no coração de cada homem e de cada mulher; no entanto, esse tempo bonito pode se transformar em uma etapa triste na vida de muitos que não souberem enfrentar com coragem e sabedoria os seus problemas. Esses problemas não devem desanimar os casais de namorados, pois muitos deles podem ser evitados se antes de começarem a namorar tiverem um bom conhecimento recíproco, obtido por uma boa amizade anterior ao namoro.
Quando escrevi o livro “NAMORO”, tive a sensação de que ele não seria muito lido pelos jovens, porque nele eu falo de um namoro responsável, sem o “ficar”, sem vida sexual, entre outros. Mas eu estava enganado. Foi uma grande surpresa para mim e uma grande alegria constatar, depois de tantos anos, que de todos os livros que já escrevi, este é o mais lido por eles.
Eu e minha esposa recebemos centenas de cartas e e-mails de jovens que nos pedem orientação sobre o namoro e o noivado e seus problemas. Por isso escrevemos o livro “PROBLEMAS NO NAMORO”, uma tentativa de completar o primeiro livro sobre esse assunto [namoro] e trazer um pouco mais de reflexão e orientação sobre os problemas mais comuns que surgem na vida dos namorados.
Analisamos mais de mil cartas e e-mails de jovens nos relatando os seus problemas e nos pedindo orientação; a partir desses depoimentos escrevemos essa obra. Achamos que, respondendo a essas perguntas, poderemos dar uma palavra mais objetiva e direta à juventude.
Preocupa-nos profundamente a falta de maturidade que hoje existe em muitos namoros e noivados; muitos dos quais se transformam apenas em relacionamentos sexuais, gerando muitas vezes uma gravidez, um aborto ou até mesmo um casamento imaturo que acaba durando pouco tempo. E isso vai levando a família ao esfacelamento, os filhos vão ficando sem a presença dos pais e sua formação e educação vão ficando prejudicadas.
Os problemas no namoro naturalmente surgem porque duas pessoas diferentes de repente se encontram e começam uma caminhada juntas. Nem sempre essa caminhada é fácil. São muitos problemas: traição, diferença de religião, relacionamento difícil com os pais, diferença de idade, dúvidas sobre a pessoa do outro. Desentendimentos e brigas no namoro, temperamentos diferentes, dúvidas e inseguranças no namoro; namoros muito longos ou muito curtos; ciúmes; a família do namorado; as diferenças de idades; traumas de namoros terminados; namoro e religião; diferença de religião; namoro de mãe ou pai solteiro; namoro com alguém que já foi casado; namoro pela internet; namoro à distância; namoro e sexo... e muito mais.
Muitas são as perguntas: Com quem namorar? O namorado do meu sonho pode ser o namorado que tenho? Quando namorar? Como namorar? Ficar e namorar? Devo continuar meu namoro? Por que não arrumo namorado? Quando se casar?
Esses são alguns dos problemas que centenas de jovens nos contaram e que pudemos analisar em 14 capítulos do citado livro. Como disse, é normal que surjam problemas durante esse período [namoro]; pois é a fase em que cada um vai conhecer o outro e isso nem sempre é fácil. Desse conhecimento surge a grande decisão de continuar ou não o relacionamento que pode se transformar futuramente em casamento.
Se há impasses intransponíveis, o casal não deve insistir demasiadamente em continuar o namoro e partir para um casamento “a qualquer custo”. Isso pode ser destruidor para a vida de ambos. Os problemas precisam ser enfrentados com lucidez, coragem, honestidade e, sobretudo, com sinceridade.
Os valores essenciais de cada um não podem ser menosprezados; não se pode abdicar deles, especialmente quando se trata de valores morais e religiosos.
Todo casamento é um namoro que deu certo; e isso só acontece quando há uma convergência dos valores essenciais de cada um. Por isso, diante deles, não se pode “tapar o sol com a peneira”; se o obstáculo é intransponível, o relacionamento pode cessar, a amizade ser mantida e cada um partir para uma nova caminhada.
Por outro lado, se as divergências forem secundárias, por problemas que podem ser corrigidos com a presença e o amor, isso deve ser feito e é muito bonito. A grandeza de um namoro se mede especialmente pela capacidade de cada um fazer o outro crescer. Isso já é um treino para a vida a dois no casamento.
Não tenha pressa! Lembre-se que Deus escolheu uma pessoa especial para você. Aguarde o tempo certo e não queime etapas, tenha muita fé e a certeza de que serás feliz. Se cuide, se preserve, se guarde para o momento e para a pessoa que Deus escolheu para você.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

NAMORO NA ESCOLA. QUAIS SÃO OS LIMITES?


Na adolescência, é inevitável: os jovens namoram - muitas vezes dentro da escola. Mas é possível tratar essa questão sem causar conflitos e dentro dos preceitos da educação e do que orienta e propõe as famílias dos alunos.
Texto Marina Azeredo (Programa Educar para crescer)
·        Pode namorar na escola?
·        Qual é o limite do carinho entre casais de adolescentes na hora do recreio?
·        Qual é o papel da escola e qual é o papel da família?
Essas são questões que, muitas vezes, dividem adolescentes, pais e professores. Exatamente por isso, é um tema que precisa ser tratado com cuidado.
Namorar é algo íntimo e, em um espaço público, isso deve ser feito de forma comedida. Ainda mais na escola, onde há crianças, adolescentes de diferentes faixas etárias e de inúmeras orientações religiosas, familiares, morais, etc. Por isso, a maioria das escolas tem regras e limites para o namoro entre alunos. Nada mais justo. Mas é importante que essas regras não sejam apenas impostas, e sim discutidas e debatidas com toda a comunidade escolar. E é preciso que elas fiquem claras para todos. No entanto, mesmo com regras, alguns desentendimentos podem acontecer.
No Colégio Vértice, em São Paulo, certa vez um jovem casal trocava um beijo em um local mais escuro perto dos banheiros enquanto uma professora de Artes passava com alunos pequenos pelo corredor. No dia seguinte, os pais de uma das crianças procuraram a escola: o pequeno contou em casa que tinha visto um casal transando no banheiro. "Não foi isso o que aconteceu, mas o jovem casal propiciou essa leitura", afirma Adilson Garcia, diretor da escola. O jovem casal teve de ser repreendido, para que não agisse mais daquela forma.
Muitas escolas orientam os alunos a não dar beijos "de língua" e a não sentar no colo um do outro. "Não permitimos manifestações exacerbadas", resume um Supervisor Escolar. Para que as regras fiquem claras para todos e que os alunos entendam por que elas existem, o tema da sexualidade é trabalhado a partir do 6º ano do Ensino Fundamental, na disciplina "Educação para a Vida em Família", que também trata de temas como identidade e questões emocionais.
Mas atenção: regras são importantes, porém proibir os adolescentes de namorar na escola não é o melhor caminho. "A escola é, antes de mais nada, um espaço público e deve ser tratada como tal", afirma Luciana Fevorini, coordenadora do Ensino do Colégio Equipe, em São Paulo. O ideal é conversar com os adolescentes e estabelecer o que os jovens podem fazer, onde e como. Confira algumas dicas para pais e professores tratarem do assunto:
A ESCOLA É O LUGAR CERTO PARA NAMORAR?
Não é o lugar certo nem o errado, mas deve ser considerado um espaço público como qualquer outro. Andar de mãos dadas, pode. Dar um "selinho" ou outro, também. Mas não deve passar disso, pois outras pessoas podem se sentir incomodadas com demonstrações explícitas de sexualidade. E os problemas não são só as crianças pequenas que podem estar no mesmo ambiente do casal de namorados. "Até para os professores pode ser constrangedor", diz Adilson Garcia.
O QUE ESPERAR DA ESCOLA?
É preciso que a escola imponha limites ao namoro entre os adolescentes, mas sem proibir. O ideal é que o tema da sexualidade seja debatido em alguma disciplina e que os jovens entendam por que existem determinadas regras. "Como espaço público, é preciso que os adolescentes entendam que a diversidade deve ser respeitada e que “amassos” muito fortes não são adequados em um espaço onde pode haver crianças", diz Luciana Fevorini, coordenadora do Ensino Fundamental II.
COMO A ESCOLA DEVE TRATAR A QUESTÃO DA SEXUALIDADE?
O ideal é que as regras sejam discutidas com toda a comunidade escolar para que as mensagens sobre limites sejam coerentes. Além disso, é importante deixar claro para os alunos o que é permitido e o que é proibido, explicando os motivos. Se a escola do seu filho não faz isso, reclame. Você tem esse direito!
COMO AGIR SE CRIANÇAS E ADOLESCENTES UTILIZAM O MESMO ESPAÇO NA ESCOLA?
Manifestações exageradas de sexualidade devem sempre ser evitadas, mas quando há crianças no mesmo ambiente é preciso cuidado redobrado. "Os jovens devem prestar atenção, pois é importante não antecipar a sexualidade para crianças que sequer estão pensando nisso ainda", recomenda Luciana Fevorini. Por isso, muitas escolas têm turnos diferentes para o Ensino Médio e o Fundamental. No entanto, isso não significa que o "problema" esteja totalmente resolvido, afinal os primeiros namoricos começam já ao final do Ensino Fundamental. Manifestações exacerbadas, portando, devem ser evitadas sempre!
O QUE FAZER QUANDO UM CASAL PASSA DOS LIMITES?
O melhor é caminho é conversar. Com os adolescentes e com os pais deles, se necessário. Primeiramente uma conversa com os jovens pode resolver o problema. É preciso explicar por que determinado comportamento é inadequado na escola, e não apenas proibi-lo. Se uma conversa franca não resolver, os pais devem ser chamados. O exagero nos "amassos" e nos carinhos é, afinal, um problema de comportamento como qualquer outro - são regras que estão sendo desobedecidas.
COMO SABER SE A ESCOLA OBSERVA OS PRECEITOS MORAIS DA FAMÍLIA?
O melhor jeito de saber como a escola trata a questão é conversar com os professores e com a coordenação pedagógica. Em caso de dúvida, não hesite em ir até a escola e fazer perguntas. Você pode, inclusive, sugerir que seja feita uma reunião com pais e professores para esclarecer dúvidas sobre o assunto. Mas lembre-se de nunca desautorizar os educadores. Você pode até achar que um beijo "de língua" não é nada de mais, mas, se a escola proíbe, você deve orientar seu filho a respeitar essa regra.
E A CASTIDADE NO NAMORO?
Hoje é cada vez maior o número de jovens que se declaram castos e querem manter essa condição até o casamento. É um direito e um fato que os diferencia perante os demais. Dentro dos ensinamentos e dos preceitos religiosos a “castidade” é um Mandamento de Deus.
COMO TRATAR A SEXUALIDADE ENTRE CASA E ESCOLA?
O primeiro passo é analisar o que você suporta ou não dentro de casa.
Se achar que ainda não está na hora de ver o seu filho namorando, você até pode proibi-lo (sem deixar de refletir sobre as possíveis consequências desse ato) é um direito dos pais. Outro aspecto também, é que os jovens não raras vezes se apaixonam por pessoas que não estão dentro dos preceitos que a família convive, são pessoas de índole duvidosa, envolvidos com drogas ou algo parecido. Sendo nesse caso, dever da direção escolar informar sobre a situação do aluno quando consultado pelos pais. Principalmente, não devemos esquecer que é direito dos pais controlar o comportamento dos filhos.
"Existe uma banalização do sexo, a sociedade erotiza tudo", explica Lélia Reis, psicóloga e pesquisadora do grupo Sexualidade Vida (CNPq/USP). O fato é que os pais não têm total controle sobre essa questão e isso é uma fonte de tensão entre os pais e os jovens. Mas o ideal mesmo é que vocês tenham um diálogo aberto e construam as regras juntos e também lembrando que um jovem consciente de seus direitos e deveres sabe exatamente o que quer da vida e o que é melhor para ele, assim, ele próprio evitará sua exposição pública e moral.